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LIDERANÇA INSPIRADORA – por Maurilio Pedrosa

Em um momento de tamanha polarização ideológica e posicionamentos radicalmente antagônicos em relação aos mais diversos temas da contemporaneidade, parece ser sentimento comum a decepção da população em relação às lideranças, sejam elas políticas, institucionais, empresariais ou religiosas, no Brasil e no mundo.

Espera-se dos líderes transparência, eficiência, exemplo e referência. Mas o que tem sido entregue por vários deles é desonestidade, incompetência, intolerância, quebra de confiança.

Muitas vezes, no entanto, é na descrença e na adversidade que conseguimos abrir os olhos para iniciativas exitosas e pessoas que se destacam por fazê-las acontecer. Esse é o caso das APACs, as Associações de Proteção e Assistência aos Condenados.

Imersa no universo do sistema prisional – tema tão controverso quanto desafiador, as APACs são uma alternativa em expansão para a execução penal, com elementos baseados na valorização humana, que resultam em menos custo e mais ganho para a sociedade, notadamente pelo baixo índice de reincidência criminal que buscam proporcionar.

Hoje existem 49 APACs em funcionamento no Brasil, sendo que 39 em Minas Gerais. Para que essas unidades existam e funcionem bem, há por trás a atuação perseverante e dedicada de uma série de pessoas. Destacamos aqui o protagonismo do Dr. Mário Ottoboni, advogado paulista, idealizador da metodologia na década de 70 e Valdeci Ferreira, um grande missionário que atua há trinta e quatro anos com o bravo objetivo de fortalecer e difundir as APACs, levando a mais de 3.500 recuperandos uma nova perspectiva de vida presente e futura.

Na trilha dessas pessoas, há o envolvimento de forma integrada do poder público, da iniciativa privada, da sociedade civil e de muitos cidadãos anônimos, empresários, familiares dos presos e pessoas da comunidade.

A todos que atuam em prol das APACs, nosso reconhecimento pela busca incansável de ajudar ao próximo e pacificar comunidades. Especialmente ao Mário Ottoboni e ao Valdeci Ferreira, a admiração por serem “líderes que fazem o bem sem olhar a quem”. Estamos e vamos juntos!

Maurilio Pedrosa, gestor do Minas Pela Paz

 

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